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29 de ago. de 2018

Você está enxergando bem?

Olá! Tudo certo? Vamos conversar sobre crenças negativas e positivas? Eu me peguei pensando que nossas vivências influenciam sim como vamos enxergar a vida. Porém, a maneira como recebemos cada experiência, seja ela positiva ou negativa, já está sob efeito das nossas crenças. Crenças estas que podem ser elaboradas antes de nascermos! 

Peguemos uma crença negativa como exemplo: "Não nasci para ser feliz". Quando uma pessoa tem este tipo de crença que, a propósito, é bem bloqueante, tudo o que ela fizer, vai levá-la de encontro a confirmação dessas palavras, pois o cérebro fantasia e direciona o ser humano para validar suas crenças. Essa pessoa vai "sobreviver" durante a idade escolar, vai passar cambaleando pela adolescência e, ao chegar na idade adulta vai concluir que realmente não nasceu para ser feliz. E ela pode provar! Claro que sim! Olha só: Durante a infância teve poucos amigos, se metia em encrenca e os pais viviam lhe dando bronca. Na adolescência, sempre aquela pessoa que para ela era especial, não lhe via da mesma forma, mas o mais feio da turma, queria ficar com ela. Teve dificuldade em escolher uma carreira profissional, pois não conseguia se imaginar com sucesso em nada. Acabou escolhendo a sugestão dos pais, se formou e passou a trabalhar numa área que não lhe faz feliz, ganha pouco e se estressa muito. Quanta tristeza junta, não é mesmo? 

Agora, peguemos crença positiva"Nasci pra ser feliz". Essa crença pode abrir portas, mas mais do que isso, vai fazer a pessoa enxergar as possibilidades que se apresentarem. Usando a mesma situação de cima: "Durante a infância teve poucos amigos" - mas aqueles poucos amigos que teve, foram especiais, importantes, verdadeiros! "Se metia em encrenca e os pais viviam lhe dando bronca" - era curiosa, estava descobrindo o mundo, não tinha medo de nada e mesmo com as broncas que levava, achava tudo uma aventura maravilhosa! "Na adolescência sempre aquela pessoa que para ela era especial, não lhe via da mesma forma, mas o mais feio da turma, queria ficar com ela" - Assim descobriu que existe muito além do que a aparência física e que as pessoas são muito especiais e únicas! "Teve dificuldade em escolher uma carreira profissional" - mas não porque não se via com sucesso. Pelo contrário, tinha muitas paixões e queria fazer de tudo um pouco! Tudo aquilo que tocava a deixava feliz. "Acabou escolhendo a sugestão dos pais" - fez isso com carinho e respeito e tornou essa escolha sua paixão, fazendo com dedicação e amor, sendo reconhecida e conseguindo as melhores oportunidades profissionais. 

Perceba que com o passar do tempo, a pessoa com a crença positiva, foi vendo as oportunidades e experiências pelo lado positivo e, assim, confirmando sua crença de que nasceu para ser feliz, atraindo coisas boas para a sua vida, indo além das aparências e do que "todo mundo" achava o melhor. Bem oposto ao que aconteceu com quem tinha a crença negativa. As oportunidades podem ter sido as mesmas, mas a maneira como cada uma vivenciou foi diferente, baseada no que cada uma acreditava, algo que já existia dentro delas. 

Se hoje as opções que se apresentam na sua vida são difíceis de aceitar, não são exatamente aquilo que você esperava, talvez seja porque, em algum momento da sua vida, uma crença negativa mudou sua forma de enxergar o mundo, distorceu sua visão e fez com que você vivesse focado em confirmar essa crença negativa, mesmo não sabendo disso. Pode ser que esteja perdendo oportunidades e não aproveitando e valorizando as oportunidades que já existem, tornando tudo mais pesado do que realmente é. Vamos tentar imaginar diferente? Tente enxergar por outro ângulo as situações que se apresentam na sua vida. Pare um pouco a correria. Olhe ao redor, escute, sinta! Tem muita vida aí pra ser vivida! 

21 de mar. de 2017

Depoimentos: O que sentiu na prática quem passou pelo tratamento com EMDR - Parte 2

 Olá! Neste segundo momento de depoimentos, trouxe alguns casos de homens que tiveram benefícios com o EMDR. Para o homem, um ser muito racional, que deseja resultados rápidos e efetivos, deseja não sair de sua rotina nem mudar seus planos para encaixar as mudanças que a terapia traz, o EMDR serve perfeitamente. Um deles, o primeiro caso que vou citar, já vinha de longos anos de terapia, com mais de uma profissional, mas sempre com aquele sensação de que faltava algo. Este algo, ele sentiu com o EMDR. Acabou parando o tratamento antes que tivéssemos resolvido tudo o que era necessário, mas mesmo assim, já teve outro olhar frente ao que sentia. Já o segundo caso, nunca tinha feito terapia. Homem de negócios, correndo no dia-a-dia, sem dar atenção aos medos bobos que vivia. Até que um colega de trabalho me indicou. Resolveu ver qual era desse tratamento. Tratou mais do que apenas um dos medos que trazia. Grande resultado!

"Na minha rotina, eu muitas vezes me deparava com um tipo de situação que me causava muito medo e me fazia me ausentar dos lugares - ou sentir uma grande angústia caso não o fizesse. Era algo que prejudicava meus compromissos pessoais e profissionais. O EMDR me ajudou a quase eliminar este medo específico e hoje vivo as mesmas situações do passado sem a carga emocional que antes tomava conta de mim."
JFR, 34 anos

 O que acontecia aqui era que algumas situações traziam de volta a sua "criança interna", que estava ferida, com medo, acuada. Quando conseguimos acolher essa criança, protegê-la e fazê-la se sentir bem em se mostrar (sem se expor), ele conseguiu não sofrer mais nestes momentos.

 No segundo caso, o paciente veio tratar uma situação bem específica: medo de temporal. Inicialmente parece um medo bobo, mas muitas pessoas passam por isso e só quem sente sabe o estresse que o cérebro gera no corpo quando as nuvens no céu começam a escurecer e a previsão da meteorologia anuncia vento forte e chuva.

 "Estou bem. Às vezes até me surpreendo quando o tempo se prepara de maneira "nervosa" (temporal), não entro em pânico. Procuro administrar a situação conforme o tratamento recebido pela minha Terapeuta. (...) É horrível conviver com este pânico que vai tomando conta da gente. Muito obrigado por ter me ajudado."
AP, 52 anos

 Nas pequenas atitudes do dia-a-dia, ele se deu conta de que aquilo não lhe incomodava mais da maneira intensa como antes do tratamento. Se preocupava sim, mas como todos os demais... Não era mais um descontrole emocional e físico, que o fazia largar tudo e voltar correndo pra casa ou correr para um lugar "seguro", como um shopping, onde não veria nada, caso houvesse algum estrago ocorrido pelo vento.

 As coisas que vivenciamos no passado não podemos mudar. Podemos sim mudar nossa forma de enxergá-las, de vivê-las, de senti-las. O cérebro vai transformar aquela memória que foi fixada de forma doente e distorcida, fixando num novo lugar a memória mais adaptativa. Quando se tenta acessar a memória traumática, não é mais possível. Se tem acesso à nova memória, adaptativa e racional, aquela que não traz o aperto no peito, não faz as mãos suarem nem o coração acelerar. A memória criada para fazer a razão falar mais alto que a emoção e permitir, assim, que as dores fiquem no passado.